Um homem, de 50 anos, e uma mulher, de 53, foram conduzidos à Central de Plantão Digital, após uma discussão por causa do latido de cães. O caso mobilizou a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) no final da tarde dessa sexta-feira (26/6), na Avenida Régulos, no bairro Jardim Riacho das Pedras, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Os militares foram acionados por volta das 17h40 e compareceram ao local. A mulher relatou que estava sentada na calçada brincando com cães após limpar a frente da casa quando um dos animais teria se aproximado do portão do vizinho e começado a latir.
Ela afirmou que o vizinho, de dentro de casa, questionou por que ela não guardava o animal, alegando que o filho, que estava dentro de um veículo estacionado na via, tinha medo de desembarcar. A mulher respondeu que recolheria os cães, mas ressaltou que ele poderia ter pedido com mais educação. A partir daí, iniciou-se uma discussão.
O homem, por sua vez, apresentou uma versão divergente. Ele relatou que retornava de viagem com o filho – diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA) – e que, ao desembarcarem, os cães da vizinha, descritos por ele como grandes e agressivos, começaram a latir intensamente contra o veículo.

Assustado, o filho teria se recusado a descer. O homem alega ter pedido várias vezes para a vizinha recolher os animais, mas ouviu como resposta dela: “a casa é minha, eu não vou prender meus cachorros”. O autor negou ter sacado ou apontado qualquer arma para a vizinha ou para os animais.
A esposa do vizinho confirmou a versão do marido, acrescentando que os cães da mulher frequentemente avançam nos moradores da rua e que a proprietária incentiva o comportamento agressivo dos animais. Ela relatou ter corrido para tirar o filho do carro com medo de um ataque e afirmou não ter visto o marido armado.
Por outro lado, durante a abordagem policial, o homem foi solicitado a apresentar a arma e a documentação. Num primeiro momento, ele mentiu aos militares, afirmando que o armamento não estava na casa, mas sim em um depósito no seu local de trabalho. Após consultar seu advogado por telefone, o homem mudou o depoimento e admitiu que a arma estava guardada em um cofre no interior da residência.
Em vídeo cedido ao Estado de Minas, a filha da dona dos animais mostra a rua tomada por policiais em frente ao imóvel do vizinho e diz que ele ameaçou matar a mãe e “agora não quer sair de casa”.
Com a autorização do proprietário, os militares entraram no imóvel, abriram o cofre e localizaram a arma de fogo, que estava desmuniciada. O homem também mostrou aos policiais o estado de agitação em que o filho autista se encontrava após o ocorrido.
O armamento foi recolhido e entregue à autoridade judiciária. Acompanhados por advogados, tanto o autor quanto a vítima foram encaminhados à Segunda Central Estadual de Plantão Digital para o registro da ocorrência e as providências cabíveis.
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