A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, nessa sexta-feira (25 de abril), um homem de 33 anos e uma mulher de 31, suspeitos de aplicar o “golpe da cesta básica” em Belo Horizonte e na região metropolitana. O casal foi abordado pelos policiais no bairro Nacional, em Contagem, após, pouco antes, ter prejudicado mais uma vítima na região da Pampulha, em BH.
De acordo com a investigação da Polícia Civil, o “golpe da cesta básica” é uma modalidade de estelionato. O casal é suspeito de enganar beneficiários do INSS, idosos e pessoas de baixa renda, captando dados pessoais para aprovar empréstimos em nome das vítimas.

A instituição apurou o seguinte método de operação do golpe da cesta básica:
- Os suspeitos ligam para as vítimas, dizendo trabalhar em uma ONG vinculada ao governo federal. Durante a ligação, informam que as vítimas foram sorteadas para receber uma cesta básica mensalmente.
- A primeira entrega da cesta básica é agendada e, presencialmente, os comparsas fingem realizar um suposto cadastro no programa de benefícios, pedindo cópias de documentos de identidade e comprovante de endereço, além de tirarem fotografias. Segundo a investigação da Polícia Civil (PC), as fotos, na verdade, são reconhecimento facial.
- Assim, ao deixarem a residência das vítimas, os golpistas já têm o empréstimo aprovado e direcionado para uma conta bancária virtual, criada dias antes do crime.
- A Polícia Civil também investiga uma possível conexão entre os “golpistas da cesta básica” e estelionatários do Rio de Janeiro. A instituição informou que os presos foram ouvidos e estão à disposição da Justiça. “As investigações seguem em andamento”, afirmou. O TEMPO




