A defesa do senador Jaques Wagner protocolou recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar anular a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master. O parlamentar, que lidera o governo no Senado, é um dos investigados na apuração sobre supostos favorecimentos à instituição financeira.
Os advogados sustentam que a decisão do ministro André Mendonça, que autorizou a operação, teria sido baseada em “erros graves” e pedem a invalidação das medidas adotadas contra o senador. Segundo a defesa, Wagner jamais atuou no Congresso Nacional para beneficiar o Banco Master e a única proposta legislativa apresentada por ele sobre o tema contrariaria os interesses da instituição financeira ao buscar limitar juros e ampliar a proteção aos consumidores.

A investigação da Polícia Federal aponta suspeitas de que o parlamentar tenha mantido relação próxima com o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro. Os investigadores analisam possíveis benefícios econômicos e a atuação de Wagner em pautas consideradas estratégicas para o banco, incluindo discussões sobre crédito consignado e mudanças no limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
A operação faz parte da nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e irregularidades envolvendo o Banco Master e outras instituições financeiras. Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares contra investigados, conforme autorização do STF.
Até o momento, não há decisão sobre o recurso apresentado pela defesa. O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal e continua sendo acompanhado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.





