O detento Leonardo Victor Citadino da Costa, de 24 anos, condenado a 96 anos e oito meses de prisão pelo assassinato de duas mulheres — que eram irmãs — em janeiro de 2024, foi encontrado morto no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Ipatinga, no Vale do Aço, nesta quinta-feira (8/1).
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), policiais penais foram acionados por detentos de uma das celas, que relataram que o preso estaria desacordado. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram Leonardo já sem sinais vitais, caído no banheiro da cela. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, e os médicos confirmaram o óbito.
Segundo a pasta, as circunstâncias e as causas da morte serão apuradas administrativamente pela direção da unidade prisional, por meio de um procedimento interno já instaurado. No âmbito criminal, as investigações estão sob responsabilidade da Polícia Civil.
A Sejusp informou ainda que Leonardo havia sido admitido no Ceresp Ipatinga em 6 de fevereiro de 2024 e possuía passagens pelo sistema prisional desde junho de 2020.

Relembre o crime
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou quatro homens — entre eles Leonardo — por um duplo feminicídio ocorrido na madrugada de 6 de janeiro de 2024, no bairro Chácaras Madalena, em Ipatinga, no Vale do Aço. Segundo as investigações, as irmãs Camila Keila Ribeiro da Cruz, de 34 anos, e Elisângela Ribeiro da Cruz, de 50, foram sequestradas, mantidas em cárcere privado, estupradas e executadas a tiros.
De acordo com o inquérito, Camila havia contratado os suspeitos para agredir um homem com quem mantinha um relacionamento extraconjugal, mas o plano não chegou a ser executado. Diante da cobrança feita pelas irmãs para o cumprimento do acordo ou a devolução do dinheiro, os acusados teriam reagido com violência.
As vítimas foram rendidas, amarradas e levadas para um local isolado, onde foram obrigadas a se ajoelhar antes de serem mortas com disparos de arma de fogo calibre 9 mm, de uso restrito. As investigações apontam que Camila foi forçada a presenciar a execução da irmã antes de também ser assassinada.
O MPMG sustentou que o crime foi cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas, além de ter sido praticado para ocultar outros crimes, como sequestro e estupro. A denúncia também enquadrou o caso como feminicídio, destacando o menosprezo à condição de mulher das vítimas.
Após os assassinatos, os acusados teriam roubado pertences das irmãs e fugido. Eles foram localizados e presos posteriormente.
O Tempo




