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• Família é presa em MG suspeita de aplicar fraude que causou prejuízo de R$ 7 milhões

Quatro integrantes de uma mesma família foram presos nesta quarta-feira (5), em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, suspeitos de integrar um esquema de fraude que provocou prejuízo superior a R$ 7 milhões a uma instituição do setor de meios de pagamento. A ação foi realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que também cumpriu dois mandados de busca e apreensão.

Batizada de Operação Curto-Circuito, a investigação apura um esquema que teria movimentado cerca de R$ 14,5 milhões entre outubro de 2024 e novembro de 2025. Segundo o MPMG, o grupo utilizava uma empresa de meios de pagamento, controlada pelos próprios investigados, para simular transações comerciais e desviar recursos.

De acordo com as investigações, cartões emitidos pela empresa eram utilizados em máquinas de pagamento para registrar falsas vendas. Os valores eram antecipados pela instituição financeira e, em seguida, retornavam para contas ligadas aos próprios suspeitos e às empresas do grupo. As parcelas dessas operações, porém, deixavam de ser quitadas, causando o prejuízo milionário.

Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores apreenderam 11 celulares, cinco notebooks, 52 cartões, dispositivos de armazenamento de dados e dois veículos. Os materiais serão analisados para dar continuidade às investigações.

A operação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Promotoria de Justiça de Juiz de Fora e das polícias Civil e Militar. Segundo o Ministério Público, o nome da operação faz referência ao caminho irregular percorrido pelo dinheiro, que retornava ao grupo sem qualquer lastro em atividade econômica legítima.

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