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• Filha de deputado foi morta pelo cunhado a mando do ex-marido, segundo polícia

O ex-marido de Raquel Cattani, de 26 anos, filha do deputado estadual de Mato Grosso Gilberto Cattani (PL) e o irmão dele, foram presos nessa quarta-feira (24), pouco mais de uma semana após a morte da jovem. De acordo com a Polícia Civil (PC), o ex-marido de Raquel, Romero Xavier, planejou o crime e o irmão dele, Rodrigo Xavier, matou a vítima e montou a cena na residência para parecer um crime patrimonial.

No começo das investigações, Romeo chegou a se apresentar espontaneamente para prestar depoimento e, na ocasião, os investigadores descartaram sua participação no crime. Ele é pai dos dois filhos da vítima.

Ainda de acordo com a polícia, um dos pontos investigados foi que Romero, até antes do término da relação, se mantinha distante do irmão. Porém, após o fim do casamento, ambos passaram a se encontrar e trocar mensagens. Rodrigo tinha diversas passagens por furtos e outros crimes, além de ter sido usuário de entorpecentes no passado.

Rodrigo foi preso nessa quarta-feira (24) em Nova Mutum. “Após horas de vigilância, ele chegou na residência e, ao ser entrevistado, apresentou muito nervosismo com a presença dos policiais”, informou a corporação, ao G1. Pouco depois ele confessou o assassinato, a mando do irmão, e que ainda roubou objetos da casa da vítima para simular um latrocínio e atrapalhar as investigações.

Na casa de Rodrigo foram encontrados frascos de perfume, um aparelho de som, um cinto, um porta-celular e uma faca, todos da vítima. O delegado Guilherme Pompeo acrescentou que, com Rodrigo, havia uma bota com pegadas semelhantes às encontradas na casa da vítima.

Quem é o Deputado Estadual Gilberto Cattani

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL), é produtor rural e apoiador de Jair Bolsonaro. Protagonizou polêmicas recentes. Em fevereiro, ele protocolou um projeto de lei para transformar o presidente Lula em persona non grata no estado. O parlamentar defendeu a medida pelas falas do presidente, à época, sobre os ataques de Israel contra Gaza com referências ao Holocausto, e também por discursos antigos referentes ao agronegócio e críticas políticas. O projeto foi rejeitado em plenária, em placar apertado.

Ano passado, ele foi alvo de processo de cassação por comparar a gravidez de mulheres com a gestação de vacas em ao menos três ocasiões. As falas tiveram repercussão nacional, sendo repudiada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Já em 2022, o Ministério Público do Mato Grosso (MP-MT) pediu a investigação do deputado por compartilhar uma imagem de uma criança segurando uma arma de fogo. Na ocasião, ele respondeu que o arsenal era de “brinquedo”.

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