Nesta terça-feira (28), foi realizado o II Seminário Funcesi Azul, com foco na construção da inclusão e do pertencimento na neurodiversidade. O evento reuniu especialistas, acadêmicos e profissionais de diferentes áreas ao longo de toda a programação.
Responsável pelo Núcleo de Inclusão e Pertencimento (NIP) da instituição, Amanda Teixeira destacou a proposta do seminário e a diversidade dos temas debatidos.
“É com enorme prazer e honra que estamos hoje no II Seminário Funcesi Azul, falando sobre inclusão e pertencimento na neurodiversidade. Ao longo do dia, teremos rodas de conversa sobre neurodivergências, como TDAH [Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade], TEA [Transtorno do Espectro Autista], altas habilidades e deficiência intelectual. Contamos com uma equipe multidisciplinar que abordará como são realizadas essas intervenções, o que caracterizam esses transtornos, além de palestras riquíssimas — com destaque para TDAH em adultos e genética relacionada ao autismo”, afirmou.
Segundo Amanda, o evento vai além do debate teórico e busca promover mudanças práticas na sociedade. “Disseminar conhecimento para a sociedade é fundamental, porque precisamos de conscientização aliada à ação. De nada vale a teoria sem a prática”, ressaltou.
Ela também destacou o papel institucional do NIP. “A Funcesi é pioneira na região com o Núcleo de Inclusão e Pertencimento. A iniciativa surgiu a partir de uma exigência do MEC [Ministério da Educação], mas também de um olhar sensível da instituição para o acolhimento desses alunos. Não basta o estudante se matricular: ele precisa se sentir pertencente ao ambiente e concluir seu curso com a certeza de que faz parte, de fato, da família Funcesi”, explicou.


Presidente da instituição, Maurício Mendes enfatizou o caráter reflexivo do seminário e a continuidade da proposta iniciada na primeira edição.
“Estamos no segundo Seminário Funcesi Azul. O primeiro teve uma receptividade muito positiva, e tenho certeza de que este seguirá o mesmo caminho. É um momento de reflexão não apenas sobre o que realizamos dentro da Funcesi, mas também sobre novas tendências e alternativas, a partir da troca com nossos convidados, para fortalecer cada vez mais as ações de inclusão e pertencimento”, destacou.
Ele também defendeu mudanças estruturais na sociedade para ampliar a inclusão. “Quando falamos de inclusão e pertencimento, o sistema precisa mudar. Ouvir nossos convidados, que trazem diferentes perspectivas, nos proporciona oportunidades valiosas para aprimorar esse trabalho continuamente”, afirmou.
Durante a programação, foram realizadas rodas de conversa voltadas ao papel das equipes multidisciplinares no atendimento a pessoas neurodivergentes, além de oficinas práticas — como atividades de mindfulness e musicalização — e palestras técnicas. Entre os temas abordados estiveram neuroarquitetura, TDAH em adultos e análise do comportamento aplicada ao autismo.





