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• Homem é condenado por roubar quase 300 kg de ouro em helicóptero da Vale

 

BRASÍLIA – A Justiça Federal condenou a 10 anos e 11 meses de prisão o integrante de uma quadrilha que roubou 289 kg de ouro transportados por um helicóptero da mineradora Vale que estava no aeroporto da Serra dos Carajás, em Parauapebas, no sudeste do Pará, em 1999. 

Em valores da época, a carga era avaliada em R$ 4,8 milhões, atualmente cerca de R$ 200 milhões, considerando a cotação do grama em R$ 840. Luiz Antonio da Silva foi encontrado em 2023, em Goiânia (GO). Outros integrantes do bando já foram condenados. Alguns seguem foragidos.

Um juiz federal de Marabá (PA) acatou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e condenou Luiz Antonio. A sentença assinada no último dia 22 foi divulgada nesta quarta-feira (28/1) pelo MPF. Ainda cabe recurso no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília (DF).

Luiz Antonio foi condenado por roubo, tendo a pena aumentada porque, entre outras coisas, usou arma de fogo e agiu com comparsas, além de ter restringido a liberdade de pilotos que foram obrigados a conduzir, sob ameaça armada, uma aeronave até uma pista clandestina. 

Encapuzados e com roupas camufladas

O crime ocorreu em 5 de novembro de 1999. Diversos homens trajando roupas camufladas, encapuzados e fortemente armados estavam à espreita em um matagal nas adjacências do aeroporto, roubaram os 289 kg de ouro que estavam em um helicóptero da Vale.

Os criminosos atiraram contra vigilantes da empresa responsável pela segurança do helicóptero. A quadrilha também danificou, com tiros de escopeta, equipamentos de comunicação da Infraero, para evitar pedidos de socorro e o controle de voos. 

Depois de assumir o controle do aeroporto, os assaltantes obrigaram o piloto e o copiloto de um avião bimotor, que estava no pátio e seria usado para retirar o carregamento de ouro de Carajás, a voar até a região do município de São Félix do Xingu, no Sul do Pará.

O bimotor pousou em uma pista clandestina de uma fazenda em São Félix do Xingu, a 180 km de Carajás, onde o ouro foi descarregado, à margem do Rio Xingu. Os bandidos mandaram os dois pilotos decolarem novamente e fugiram em um barco a motor.

Depois pegaram um automóvel a Brasília, onde dividiram a carga roubada. Durante a investigação, a Polícia Federal descobriu que havia ao menos 13 pessoas envolvidas no crime. No fim de março de 2000, sete deles foram presos em uma megaoperação, mas o outro não foi recuperado.

O aeroporto onde ocorreu o assalto fica no alto da serra do projeto Carajás, a três quilômetros da vila de trabalhadores da companhia. Toda a região é controlada pela Vale e concentra as principais jazidas de ouro da empresa. 

O acesso ao local era feito por duas maneiras. A primeira, chegando de avião – duas companhias comerciais tinham voos diários que faziam escala em Carajás –, e a segunda, de carro. 

Para chegar ao aeroporto, no entanto, os moradores de Paraoapebas tinham que passar por uma portaria, onde todos os carros eram vistoriados e os passageiros identificados. Motoristas de táxi só tinham autorização para subir a serra nos horários de chegada dos voos comerciais.

O Tempo

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