Um homem foi preso e outros três – de 41, 44 e 50 anos – foram indiciados suspeitos de integrar uma quadrilha especializada na prática de golpes contra idosos em agências bancárias. Ao todo, mais de 30 vítimas foram identificadas durante investigação realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais.
De acordo com o inquérito policial, os investigados atuavam dentro das agências se passando por funcionários da instituição financeira e ofereciam auxílio às vítimas na utilização dos terminais de autoatendimento.
Após conquistar a confiança das vítimas, os suspeitos conseguiam acesso às contas bancárias e realizavam saques indevidos sem que elas percebessem a fraude naquele momento.
“As investigações indicaram que o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas. Enquanto um dos integrantes abordava e distraía a vítima no interior da agência, outro realizava as transações fraudulentas nos caixas eletrônicos”, detalhou o delegado Alessandro Carlos Rodrigues de Almeida Santa Gema.

Ao longo do processo, os policiais civis realizaram análise detalhada de imagens de segurança das agências bancárias, oitivas de vítimas e testemunhas, autos formais de reconhecimento e outros procedimentos investigativos que permitiram identificar a dinâmica criminosa e a participação dos investigados.
Os suspeitos possuem extensa ficha criminal e seriam integrantes de organização criminosa com origem no estado de São Paulo, que deixam a cidade para aplicar golpes semelhantes em outros estados. Além deles, os trabalhos apontaram ainda que a organização criminosa pode ser composta por um número estimado entre 13 e 18 integrantes.
Levantamentos realizados junto à instituição financeira apontam que o mesmo grupo teria lesado o banco no montante de R$ 1,6 milhão em diferentes localidades, incluindo os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.
Somente em Belo Horizonte foram identificados 34 crimes praticados ao longo do último ano, causando prejuízo superior a R$ 200 mil às vítimas.




