O filho da idosa Maria Emília Bruzzi, de 68 anos, encontrada morta em casa, no bairro Bonfim, na Região Noroeste de Belo Horizonte, nesta segunda-feira (17), é considerado suspeito do crime, segundo a Polícia Civil. A roupa dele estava suja de sangue. O homem prestou depoimento durante toda a tarde e também fez exame de corpo de delito.
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM), o suspeito, de 30 anos, disse que saiu de casa por volta das 8h para comprar pão e quando retornou, 40 minutos depois, encontrou a mãe morta.
O homem afirmou que, da janela do quarto, viu que a mãe estava ferida em cima da cama e entrou na casa para ver o que tinha acontecido – segundo ele, esse seria o motivo de a própria roupa estar suja de sangue. Além disso, disse que se machucou no cadeado do portão e, por isso, lavou as mãos.
Ainda segundo o boletim de ocorrência, câmeras de segurança registraram o momento em que o homem saiu e voltou para a casa, mas o tempo seria diferente do informado: 20 minutos. As imagens não mostram nenhuma outra pessoa entrando na residência. Além disso, vizinhos disseram à polícia que não perceberam movimentação diferente.

Depoimento de testemunha
Durante a tarde, outro homem também prestou depoimento à polícia, mas em condição de testemunha. Ele é filho de um idoso, de 87 anos, que viveu por 15 anos com Maria Emília e morreu de causas naturais na segunda-feira (10).
O homem disse à Polícia Civil que, dois dias depois da morte do pai, registrou um boletim de ocorrência porque percebeu que o cadeado do portão tinha sido trocado. Ele tinha o hábito de ir diariamente à casa para ajudar a cuidar do casal.
Ele falou também que telefonou para o filho de Maria Emília, que mora em Divinópolis, na Região Centro-Oeste, para contar o fato.
Na última sexta-feira (14), o filho dela veio para Belo Horizonte e teve dificuldades para entrar na casa. Ele também acionou a PM para contar o que aconteceu.
Outro boletim de ocorrência
No boletim de ocorrência registrado pelo filho de Maria Emilia, consta que um terceiro homem, sabendo da morte do companheiro de Maria Emília e que a idosa tinha uma herança de família, foi morar na casa dela. Ele também é considerado suspeito do crime pela polícia.
O filho de Maria Emília disse que, no dia 14 de julho, ao chegar à residência, não teria sido autorizado pelo homem a entrar.
No sábado (15), ele afirmou à polícia que ficou com Maria Emília por seis horas e que ela contou que o homem a trancava em casa e saía com as chaves. Falou, ainda, que vizinhos disseram que ele fazia uso de bebida alcoólica e brigava constantemente com a idosa.
O que diz a Polícia Civil
Segundo a Policia Civil, o filho da vítima foi ouvido e liberado na condição de suspeito. A instituição orientou que ele não retorne a Divinópolis, cidade onde vive.
O caso será investigado pelo núcleo de feminicídio. Outras pessoas ainda serão ouvidas, e são aguardados os laudos do IML para ajudar na investigação.
G 1




