O Irã afirmou nesta segunda-feira (2) que poderá reabrir o Estreito de Ormuz em até dois dias, desde que os Estados Unidos aceitem uma série de condições apresentadas pelo governo iraniano.
A proposta foi anunciada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei. Segundo ele, o país considera possível acelerar a liberação da passagem marítima, anteriormente prevista para ocorrer em até uma semana.
“A possibilidade de implementar este plano em dois dias é mais uma demonstração da postura de boa-fé do Irã”, declarou Baqaei.
O porta-voz acrescentou que, caso as exigências sejam atendidas, será possível restabelecer a segurança na região e retomar as negociações diplomáticas em um curto espaço de tempo.
Quais são as exigências do Irã?
Entre as principais condições apresentadas por Teerã estão:
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Fim das operações militares em todas as frentes do conflito;
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Desbloqueio de ativos financeiros iranianos mantidos no exterior;
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Retirada das sanções impostas ao setor petrolífero;
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Encerramento do bloqueio naval americano aos portos iranianos;
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Redução da presença militar dos Estados Unidos no Oriente Médio;
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Reconhecimento de uma nova rota de navegação pelo estreito, negociada entre Irã e Omã.

Rota é estratégica para o comércio mundial
O Estreito de Ormuz é uma das principais passagens marítimas do planeta, especialmente para o transporte internacional de petróleo e gás natural.
A região conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico, sendo fundamental para o abastecimento energético de diversos países.
As restrições à navegação provocam preocupação nos mercados internacionais, diante dos possíveis impactos sobre o fornecimento de combustíveis e os preços da energia.
Negociações continuam
Segundo o governo iraniano, as conversas com Washington continuam por meio de intermediários. Uma proposta de acordo também estaria circulando após reuniões realizadas no Catar.
O presidente americano Donald Trump, por sua vez, mantém as ameaças de novas ações militares contra o Irã.
Até o momento, não há confirmação de que os Estados Unidos tenham aceitado as condições apresentadas por Teerã. Portanto, a reabertura do Estreito de Ormuz ainda depende de um possível entendimento entre os dois países.
Fonte: O Tempo, com informações de agências internacionais.






