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• Janja relata ter sido assediada duas vezes durante o período como primeira-dama

A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, revelou, nesta terça-feira (3), já ter sido assediada duas vezes durante o período em que atua como esposa do presidente Lula (PT). Ela não deu detalhes sobre os episódios, mas levantou um questionamento sobre a segurança das demais mulheres, já que ocupar um cargo público não impediu que essas situações acontecessem.

Se eu, como primeira-dama, que tenho toda uma equipe em torno, um olhar atento, câmeras e cuidados, fui vítima de assédio, imagina uma mulher no ponto de ônibus às 22h? A gente não tem segurança em lugar nenhum”.

— disse.

As declarações foram dadas em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil.

Na fala que antecedeu a de Janja, os entrevistadores relembraram uma situação de assédio vivida pela presidente do México, Claudia Sheinbaum. Em novembro, um homem foi preso na capital mexicana após tocar e tentar beijar a líder de Estado a poucos metros do palácio presidencial, diante de câmeras e também de seguranças.

O programa, que contou com a participação da primeira-dama, tratou, especialmente, do combate à violência doméstica e ao feminicídio, bandeira que tem sido defendida por Janja dentro do governo.

Janja voltou a falar sobre o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, lançado pelo presidente Lula em fevereiro deste ano.

A iniciativa foi uma forma de o governo se posicionar diante da escalada de casos de violência de gênero. Dados apontam que quatro mulheres são vítimas de feminicídio a cada 24 horas no país.

O Pacto reconhece a violência contra meninas e mulheres como uma crise estrutural que exige ações conjuntas entre os três Poderes.

Entre os objetivos estão acelerar o cumprimento de medidas protetivas, fortalecer as redes de enfrentamento à violência em todo o país, ampliar ações educativas e responsabilizar os agressores.

Itatiaia

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