A Justiça de Minas Gerais autorizou o processamento da recuperação judicial do Grupo Saritur, um dos maiores conglomerados do transporte de passageiros do país. O grupo informou dívidas próximas de R$ 1 bilhão e terá proteção judicial para reorganizar suas finanças enquanto mantém a operação dos serviços.
A decisão da 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte reconheceu a existência de um grupo econômico integrado e permitiu que 39 empresas tenham a recuperação judicial conduzida de forma unificada, com um único plano de recuperação e um quadro consolidado de credores.
No pedido apresentado à Justiça, a Saritur atribuiu a crise financeira aos impactos da pandemia de Covid-19, que provocou forte queda no número de passageiros. Segundo o grupo, a demanda não voltou aos níveis anteriores, enquanto os custos operacionais, como combustível, pneus, peças e manutenção da frota, continuaram em alta.

Com a decisão, ficam suspensas as cobranças individuais contra as empresas e protegidos os ativos considerados essenciais à continuidade dos serviços. A Justiça também determinou que os recebíveis operacionais permaneçam disponíveis para despesas como pagamento de funcionários, abastecimento e manutenção da frota.
A administradora judicial nomeada acompanhará o processo, e o Grupo Saritur terá 60 dias para apresentar seu plano de recuperação. Caso o prazo não seja cumprido, a recuperação judicial poderá ser convertida em falência, conforme prevê a legislação.






