A Justiça concedeu liberdade provisória à mulher de 40 anos suspeita de forjar o próprio sequestro em Belo Horizonte. Ela havia sido presa em flagrante no domingo (23) e passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (26).
A decisão foi tomada pelo juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno, que atendeu a pedidos do Ministério Público e da defesa. A mulher foi liberada sem a necessidade de pagamento de fiança, mas terá de cumprir medidas cautelares. Entre elas estão o recolhimento domiciliar durante a noite, monitoramento eletrônico e comparecimento periódico a uma equipe multidisciplinar.
O juiz também determinou a alteração da classificação do crime. Inicialmente, a mulher havia sido presa por suspeita de extorsão. Na audiência, porém, o Ministério Público pediu que a conduta fosse enquadrada, em tese, como estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal.

Sumiço teria sido forjado
Segundo a Polícia Civil, a mulher teria simulado o próprio sequestro para pedir dinheiro à família. Ela teria saído de casa e enviado mensagens de socorro ao marido e às irmãs, utilizando dois chips telefônicos diferentes.
De acordo com o delegado Murilo Ribeiro, da Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), em um dos números ela pedia ajuda e, no outro, fazia os pedidos de dinheiro. A família teria recebido mensagens informando que a mulher havia sido sequestrada e que seriam necessários R$ 14 mil para o pagamento do suposto resgate.
As investigações levaram os policiais até um hotel na Região Central de Belo Horizonte, onde a mulher foi localizada na segunda-feira (24). Segundo a polícia, ela estava sozinha e tentava entrar em contato com os familiares para solicitar o pagamento do suposto resgate.
Ainda conforme a Polícia Civil, a mulher teria permanecido dois dias fora de casa enquanto simulava estar sequestrada. O caso continua sendo investigado.






