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• Justiça mantém prisão de acusados pela morte de jovem em rope jump e marca audiência em SP

A Justiça de São Paulo manteve as prisões preventivas dos quatro acusados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, no interior paulista. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (12) e também determinou o prosseguimento da ação penal.

A audiência de instrução foi marcada para 17 de setembro de 2026. Nessa etapa, serão produzidas provas e ouvidas testemunhas para esclarecer as circunstâncias da morte e a responsabilidade de cada um dos acusados. O processo tramita sob competência do Tribunal do Júri, por se tratar de acusação de homicídio qualificado.

O juiz Guilherme Lopes Alves Lamas, da 2ª Vara Criminal de Limeira, também ratificou o recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público e rejeitou a possibilidade de absolvição sumária neste momento.

Segundo a acusação, Maria Eduarda participava da modalidade conhecida como “aviãozinho” quando foi lançada da Ponte do Esqueleto sem que a corda de segurança estivesse conectada ao peitoral. A jovem caiu de uma altura de aproximadamente 30 metros e morreu em decorrência dos ferimentos.

Três instrutores respondem por homicídio qualificado com dolo eventual. A organizadora do evento também responde por homicídio, na modalidade de omissão imprópria, além de fraude processual. Segundo o Ministério Público, os responsáveis pela atividade tinham conhecimento dos riscos e não teriam adotado procedimentos básicos de segurança, como a conferência da conexão da corda e a dupla checagem dos equipamentos.

Ao analisar os pedidos de revogação das prisões, o magistrado entendeu que permanecem presentes motivos para a manutenção da custódia preventiva, especialmente para garantir a instrução criminal e a aplicação da lei penal.

A decisão cita, entre outros elementos, o suposto apagamento de registros digitais relacionados às atividades, a saída dos envolvidos em direção a uma área de mata após o acidente e a continuidade da divulgação de novos eventos de rope jump.

O juiz também determinou novas diligências para obter informações financeiras relacionadas à atividade, incluindo dados de uma chave Pix e extratos das máquinas de cartão utilizadas no evento.

A manutenção das prisões e o recebimento da denúncia não representam condenação. Após a fase de instrução, o juiz deverá avaliar as provas e decidir se existem elementos suficientes para levar os acusados a julgamento pelo Tribunal do Júri.

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