A Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público contra os pais de um menino de 2 anos que morreu após ser atingido por um tiro na cabeça, em abril deste ano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A decisão foi tomada pela 1ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Itabirito, para onde o processo foi encaminhado.
Com o recebimento da denúncia, a acusação apresentada pelo Ministério Público foi aceita e o processo criminal seguirá para a fase de defesa dos acusados. Os pais foram citados para apresentar resposta à acusação por escrito no prazo de dez dias.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) havia indiciado o casal por homicídio qualificado contra menor de 14 anos, por omissão de quem tinha o dever e poderia agir para evitar o resultado, além de tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Disparo ocorreu na casa da família
O menino foi baleado dentro da residência da família, localizada às margens da BR-040, entre Nova Lima e Itabirito. A criança foi levada ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, mas não resistiu.
Inicialmente, os pais afirmaram que o disparo teria sido acidental e provocado pelo próprio menino. A perícia, entretanto, não confirmou essa versão.
Após o episódio, o pai deixou a companheira e o filho com uma ambulância da EPR Via Mineira, concessionária responsável pelo trecho da BR-040, e fugiu. A mãe foi conduzida à Delegacia de Plantão do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em Belo Horizonte.
Durante as investigações, policiais encontraram na residência R$ 10.901 em dinheiro trocado, uma pistola semiautomática calibre 9 milímetros, sem registro, além de munições.
Também foram apreendidos uma balança de precisão, uma máquina de contar cédulas e materiais utilizados, segundo a investigação, para fracionamento e embalagem de drogas. O casal já responde a outro processo por tráfico de entorpecentes.
A defesa dos pais foi procurada pela reportagem de O TEMPO, mas o advogado informou que não comentaria a denúncia.






