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• Mãe flagrada em vídeo agredindo filha de 2 anos é mantida presa por juiz

O juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno converteu a prisão em flagrante de Jacqueline Pereira dos Santos, de 22 anos, em preventiva, durante audiência de conciliação na noite dessa segunda-feira (1/9). A mulher foi flagrada em vídeo agredindo a própria filha, de dois anos, com chutes

Desconfiado dos episódios de violência, no último domingo (31/8) o pai da criança colocou uma câmera no quarto do imóvel que a filha mora com mãe e um irmão gêmeo, no Bairro Lindeia, na Região do Barreiro, em Belo Horizonte e confirmou as agressões.

De acordo com a Políca Militar (PM), Jacqueline Pereira dos Santos está presa desde a noite do flagrante, no Presídio de Vespasiano.

A audiência foi realizada com a presença de Jacqueline, que permaneceu algemada durante toda a sessão, e o advogado dela. O Ministério Público (MP) solicitou a conversão do flagrante em prisão preventiva e a defesa pediu a liberdade provisória da mulher mediante aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.

O juiz Leonardo Damasceno avaliou que os atos realizados contra a criança, considerada indefesa e em fase de desenvolvimento, revelaram o descontrole e periculosidade de Jaqueline. O magistrado ainda determinou que o Conselho Tutelar faça o acompanhamento do núcleo familiar, conforme requisição feita pelo MP.

Como foi o flagrante?

Uma câmera de segurança instalada pelo pai da criança flagrou o momento em que Jacqueline agredia a filha. Segundo o Boletim de Ocorrência da Polícia Militar, o pai, de 38 anos, contou que ao ouvir o choro da filha, entrou no quarto, retirou a menina e acionou a polícia.

Ainda segundo ele, a criança sofreu uma fratura no fêmur há um ano, sem explicações na época. O homem contou que chegou a procurar o Conselho Tutelar, mas, sem provas, não conseguiu a guarda dos filhos.

Em seu depoimento, Jacqueline alegou que estava separada do companheiro há alguns dias e que se sentia sobrecarregada por cuidar sozinha dos filhos gêmeos, a menina agredida e um menino. Ainda segundo a mulher, ela teve que parar de trabalhar para cuidar das crianças.

Jacqueline também alegou que, uma semana antes do flagrante, pediu ajuda ao pai dos gêmeos, mas não obteve uma resposta positiva. Segundo a mulher, o ex-companheiro teria dito que somente a ajudaria se ela mantivesse relações sexuais com ele. Ainda de acordo com Jacqueline, no dia das agressões ela discutiu com o pai sobre a divisão de responsabilidades, ficou nervosa, perdeu o controle e, por isso, acabou agredindo a filha.

uai.com.br

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