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• Médico é preso após transformar sala de hospital em quarto pessoal e ameaçar servidores

Um médico que atuava no Hospital Municipal de Itaúna do Sul, no noroeste do Paraná, foi preso preventivamente durante uma operação do Ministério Público do Paraná (MPPR). A ação também cumpriu mandados de busca e apreensão contra o investigado, suspeito de ameaçar e perseguir servidores públicos para manter privilégios dentro da unidade de saúde. As medidas foram autorizadas pela Justiça e executadas na quarta-feira (17).

Segundo as investigações, o médico teria transformado uma sala do hospital em um quarto particular, onde permanecia com a esposa durante os plantões. O espaço teria sido apropriado pelo profissional sem autorização formal, em uma das irregularidades apontadas pelo Ministério Público. Além disso, ele é acusado de impor um ambiente de trabalho marcado por intimidações, constrangimentos e arbitrariedades. Uma testemunha ouvida durante a investigação descreveu a rotina dos funcionários como um “verdadeiro filme de terror”.

De acordo com a promotora de Justiça Marina Campos Corrêa, o médico vinha ameaçando e perseguindo servidores públicos para preservar benefícios e situações consideradas irregulares dentro do hospital. O cenário começou a mudar após a posse de uma nova secretária municipal de Saúde, que iniciou a apuração e a correção de problemas identificados na unidade. Conforme o MPPR, a reação do investigado teria sido uma escalada de perseguições contra a gestora e seus familiares. As apurações apontam que ele teria feito ameaças, inclusive de morte, em razão das medidas adotadas pela administração municipal para encerrar as irregularidades.

Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público instaurou um procedimento investigatório e solicitou à Justiça a prisão preventiva do médico, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão. O material apreendido durante a operação será analisado e poderá subsidiar o andamento das investigações. Segundo informações publicadas pelo G1 Paraná, a defesa do médico contestou as acusações apresentadas pelo Ministério Público. O caso segue sob investigação da Promotoria de Justiça de Nova Londrina.

 

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