O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Civil investigam uma denúncia de maus-tratos contra um menino de 10 anos que teria sido obrigado a beber a própria urina dentro de uma escola municipal de Caxambu, no Sul de Minas. O episódio teria ocorrido no dia 10 de agosto, na Escola Municipal Padre Correia de Almeida.
Segundo informações encaminhadas à Promotoria de Justiça, o menino teria colocado a própria urina em uma garrafa de água pertencente a uma colega e oferecido o recipiente para que ela bebesse. Uma professora de apoio teria impedido que a criança ingerisse o líquido.
Após o episódio, o menino teria sido levado à sala da direção. Conforme a denúncia recebida pelo Ministério Público, a diretora teria ordenado que ele bebesse a própria urina. A ordem teria sido repetida duas vezes e, segundo o relato, o menino teria obedecido.
Duas servidoras da escola estavam na sala no momento do episódio. A participação ou eventual responsabilidade delas também será analisada durante a investigação.
Após o caso chegar à rede de proteção, o menino passou por escuta especializada, procedimento previsto na legislação para crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. O relatório foi encaminhado ao Ministério Público, que abriu procedimento para apurar os fatos.

De acordo com a Promotoria, a diretora e as duas servidoras foram afastadas imediatamente das funções, e um processo administrativo foi instaurado pela Secretaria Municipal de Educação.
A Polícia Civil também abriu um inquérito para investigar a possível prática de maus-tratos. Os investigadores devem ouvir as pessoas envolvidas e testemunhas, além de realizar outras diligências para esclarecer o que aconteceu.
O Ministério Público informou que acompanhará as investigações e as medidas adotadas pela escola e pela rede de proteção. A Prefeitura de Caxambu e a Polícia Civil foram procuradas pelo Estado de Minas, mas não haviam se manifestado até a publicação da reportagem.
Estado de Minas






