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• Mulher com curatela de idosa e homem com deficiência é presa por maus-tratos e posse de animais silvestres em Minas, inclusive com cabeça de jacaré

Uma mulher de 47 anos foi presa em flagrante sob suspeita de maus-tratos contra uma idosa de 91 anos e um homem de 45 anos com deficiência mental em São José da Safira, no Vale do Rio Doce. A ocorrência foi registrada na terça-feira (1º) e também resultou na apreensão de carnes de animais silvestres, uma arma de fogo e materiais relacionados à mineração ilegal.

A Polícia Militar chegou ao imóvel após receber uma denúncia anônima informando que as vítimas viviam em situação de abandono e que o local estaria sendo utilizado para armazenar e comercializar carne de animais provenientes de caça.

Segundo informações repassadas por uma assistente social do município, a suspeita era responsável legal pelas vítimas por meio de um Termo de Compromisso de Curatela, documento judicial que atribui a uma pessoa a responsabilidade pela administração dos bens e pelos cuidados de indivíduos considerados incapazes.

Durante a fiscalização, os policiais encontraram a idosa e o homem em condições precárias de saúde e higiene. Conforme o registro da ocorrência, ambos estavam debilitados e acomodados em um quarto com forte odor e grande acúmulo de sujeira.

Ao ser questionada, a mulher afirmou inicialmente que não tinha responsabilidade sobre os cuidados das vítimas. Em seguida, porém, admitiu as dificuldades enfrentadas para cuidar delas, entrando em contradição durante o depoimento.

Na residência, os militares localizaram diferentes tipos de carne de animais silvestres armazenadas em geladeiras e congeladores, incluindo a cabeça de um jacaré. Também foram apreendidos uma arma de fogo, um arpão utilizado para caça, cinco facas, R$ 300 em dinheiro e diversos sacos contendo pedras cuja extração é considerada irregular.

A mulher informou aos policiais que o companheiro seria o responsável pela atividade de mineração ilegal. Ele não foi localizado até o encerramento da ocorrência.

A suspeita foi encaminhada à Delegacia da Polícia Civil, que dará prosseguimento às investigações. As autoridades não divulgaram o grau de parentesco entre a mulher e as vítimas, nem detalhes sobre o processo que resultou na concessão da curatela.

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