Seja bem vindo, hoje é 12 de julho de 2026

Parceiros do Rede Repórter

• Mulher que esfaqueou cabeleireiro em SP tem transtorno psicótico, diz defesa

Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, detida após esfaquear o cabeleireiro Eduardo Ferrari em um salão de beleza na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, tem diagnóstico de transtorno psicótico, diz defesa. O ataque aconteceu na tarde do dia 5 de maio. A mulher portava o objeto cortante após ter sido assaltada nas proximidades do Terminal Rodoviário da Barra Funda.

A mulher confessou ter esfaqueado o profissional após manifestar insatisfação com um procedimento capilar. Os funcionários e o segurança do estabelecimento conseguiram conter a agressora até a chegada das equipes da Polícia Militar.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou a detenção de Laís. Peritos foram acionados. A ocorrência foi registrada no 91° Distrito Policial (Ceasa) com tipificação de lesão corporal, ameaça e autolesão. O caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim). A defesa afirmou que Laís negou ter tido intenção de matar Eduardo.

Posteriormente, foi liberada ao assinar um termo circunstanciado. A agressora não passou por audiência de custódia.

Histórico médico de Laís

De acordo com o UOL, o advogado criminalista Murilo Augusto Maia, responsável pela defesa de Laís, informou que ela recebeu diagnóstico de transtorno psicótico agudo e transitório não especificado em 2023. A cliente passou recentemente por internação hospitalar devido a um quadro de hepatite medicamentosa. A condição tornou necessária a interrupção dos medicamentos utilizados no tratamento realizado junto ao Caps (Centros de Atenção Psicossocial).

A defesa de Laís sustenta que as circunstâncias do caso devem ser analisadas considerando o quadro de saúde mental da mulher e a interrupção recente do tratamento medicamentoso.

Interrupção de tratamento capilar

O procedimento capilar de mechas foi realizado em 7 de abril. A defesa alega que a cliente percebeu no dia seguinte que o resultado não correspondeu ao esperado.

Em 13 de abril, Laís procurou o salão novamente. Ela não conseguiu retorno dos profissionais. No dia 14 de abril, segundo o advogado, ela “se excedeu nas mensagens de WhatsApp”. A equipe do estabelecimento informou que não seria possível dar continuidade ao atendimento por aquele canal.

A defesa de Laís contesta a versão apresentada pela advogada de Eduardo Ferrari. Murilo Augusto Maia afirma ser falsa a alegação de que a cliente demorou 30 dias para questionar o procedimento realizado pelo cabeleireiro.

A advogada Quecia Montino, que representa Eduardo Ferrari, sustenta que a mulher havia realizado o procedimento capilar cerca de 30 dias antes. Ela retornou ao estabelecimento demonstrando insatisfação pessoal com o resultado. A cliente exigiu a devolução dos valores pagos.

“Diante da negativa, uma vez que o serviço havia sido regularmente prestado, a cliente passou a agir de forma agressiva e, de maneira inesperada e desproporcional, desferiu um golpe de faca nas costas de Eduardo, configurando, em nosso entendimento, uma grave tentativa de homicídio”, diz o comunicado.

Estado de saúde de Eduardo

A advogada de Eduardo Ferrari informou que o cabeleireiro está abalado, mas fora de risco. “Seguiremos acompanhando o caso de perto e confiamos na atuação do Poder Judiciário para a correta responsabilização”.

Parceiros do Rede Repórter