A Polícia Civil de Minas Gerais identificou a faca usada no assassinato do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. Os peritos localizaram a arma durante uma nova perícia realizada no apartamento do casal, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
A Polícia Civil de Minas Gerais identificou a faca usada no assassinato do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. Os peritos localizaram a arma durante uma nova perícia realizada no apartamento do casal, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Desta vez, a equipe utilizou luminol para analisar as facas encontradas na cozinha do imóvel. Com isso, os peritos conseguiram detectar vestígios de sangue invisíveis a olho nu e identificar qual objeto foi utilizado no crime.
A Polícia Civil informou que o resultado deve fortalecer as provas reunidas até o momento e contribuir para a reconstituição da dinâmica dos assassinatos.
Luminol revelou vestígios de sangue
O luminol é um reagente químico amplamente utilizado em perícias criminais porque detecta resíduos de sangue, mesmo após tentativas de limpeza. Quando entra em contato com o ferro presente na hemoglobina, o produto emite uma luminosidade azulada.
Assim, os investigadores conseguiram diferenciar a faca utilizada no crime das demais encontradas no apartamento.

Casal sofreu 24 golpes de faca
O filho das vítimas encontrou os corpos na tarde de 30 de junho, no apartamento da família, localizado na Rua Padre Severino. No entanto, a Polícia Civil acredita que os assassinatos aconteceram um dia antes, em 29 de junho.
Segundo a investigação, Cláudio Atala Inácio recebeu 17 facadas, enquanto Maria Clotilde foi atingida por sete golpes.
A Polícia Civil aponta Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, como principal suspeita do crime. A diarista havia sido indicada por um familiar das vítimas para realizar uma faxina no apartamento e trabalhava no imóvel pela primeira vez.
As câmeras de segurança registraram a entrada da mulher no prédio pela manhã e a saída aproximadamente oito horas depois, carregando bolsas e sacolas. Em seguida, segundo a investigação, ela descartou uma blusa com manchas de sangue e uma bolsa em uma caçamba antes de entrar em um carro que aguardava nas proximidades.
Os policiais prenderam a suspeita em 2 de julho, em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Ela estava acompanhada do filho, de 6 anos.
Polícia investiga possível participação de comparsas
Os investigadores concluíram, até o momento, que o casal foi vítima de latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. Depois do crime, a suspeita teria levado joias, relógios, celulares e outros objetos de valor.
Posteriormente, a polícia recuperou os celulares das vítimas em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Agora, a investigação busca esclarecer se outras pessoas participaram da ação. Entre os alvos da apuração está o motorista do veículo utilizado na fuga da suspeita.
Investigação continua
A identificação da faca representa mais um avanço na investigação conduzida pela Polícia Civil. Enquanto isso, os peritos analisam os vestígios encontrados no apartamento, e os investigadores seguem reunindo provas para concluir o inquérito.
Por fim, a polícia deve definir, nos próximos passos da investigação, se outras pessoas também responderão pelo latrocínio que vitimou o casal de idosos em Belo Horizonte.






