Uma enfermeira de 36 anos denunciou ter sido espancada e mantida em cárcere privado por um cantor em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A vítima, que atua no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), publicou um vídeo nas redes sociais relatando as agressões sofridas no último sábado (7/2). O suspeito está sendo procurado pela Polícia Civil.
A Polícia Militar (PM) foi acionada após testemunhas avistarem a mulher caminhando pelas ruas da cidade com lesões visíveis. Ao chegarem ao local indicado, os agentes encontraram a enfermeira com ferimentos graves: perda de dois dentes, cortes nos lábios, hematomas nos olhos e braços, além de um edema intenso no rosto e dificuldade para caminhar.
Segundo o relato da vítima, a violência começou após ela arrebentar, de forma involuntária, o cordão do companheiro durante um passeio. O homem reagiu com exaltação e passou a agredi-la com socos no rosto. Mesmo após cair e bater a cabeça, a enfermeira continuou sendo golpeada até sangrar. Ela relatou ter implorado pela vida, pois temia ser morta.
Após o espancamento, o cantor a trancou ferida em um quarto e fugiu utilizando o carro da própria vítima. Mais tarde, o agressor retornou, destrancou a porta e a obrigou a dirigir, mesmo sem condições físicas, para retirá-lo do local. Ela não soube informar o paradeiro onde o deixou.

Desabafo e alerta
Em suas redes sociais, a enfermeira fez um apelo a outras mulheres: “Nunca aceitem o primeiro tapa. Eu aceitei porque acreditei na mudança. Perdoei o primeiro e agora veio o soco. Se eu perdoar novamente, virá a morte”.
Ela também incentivou outras possíveis vítimas do cantor a procurarem a polícia. “Um covarde que se faz de santo não merece estar solto enquanto a mulher sofre consequências físicas e psicológicas”, afirmou. A vítima solicitou medida protetiva contra o homem, ressaltando que ambos trabalham na mesma unidade de saúde.
O Tempo




