Uma operação conjunta do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC) foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (5) para investigar um esquema de estelionato digital, lavagem de dinheiro e associação criminosa na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ação foi batizada de Operação Máscara Oculta.
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, sendo quatro em Belo Horizonte e um em Contagem. Durante a operação, celulares, computadores, notebooks e pen drives foram apreendidos e serão submetidos à perícia. O Ministério Público também solicitou mandados de prisão contra os investigados, mas o pedido foi negado pela Justiça.
Segundo as investigações, o grupo criava perfis falsos em redes sociais para atrair vítimas interessadas em investimentos financeiros. Os suspeitos utilizavam plataformas com aparência profissional e incluíam os investidores em grupos de WhatsApp para transmitir credibilidade e convencê-los a aplicar dinheiro em falsas oportunidades de lucro.

Após receberem os valores, os investigados transferiam o dinheiro entre diversas contas e encerravam as empresas utilizadas no golpe. Em seguida, abriam novas empresas e perfis para repetir o esquema. De acordo com o MPMG, as empresas identificadas movimentaram mais de R$ 15 milhões, sendo que apenas uma delas recebeu mais de R$ 5 milhões em depósitos em cerca de dois meses de funcionamento. O número total de vítimas ainda é desconhecido e pessoas de diferentes estados podem ter sido lesadas.
As autoridades orientam que investidores verifiquem o registro de empresas junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao Banco Central e aos órgãos oficiais antes de realizar qualquer aplicação financeira, especialmente quando houver promessas de ganhos elevados em curto prazo.






