O ministro da Saúde do governo Lula (PT), Alexandre Padilha, acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de “perseguir” pesquisadores e investidores no ramo de desenvolvimento de vacinas.
De acordo com Padilha, Trump foi eleito nos EUA, mas “acha que é presidente do mundo”. Ele disse nessa segunda-feira (7), em um evento da farmacêutica Novo Nordisk, em Montes Claros, no norte de Minas Gerais, que o republicano passou a “cortar recursos” estadunidenses no financiamento de pesquisas na área da saúde.
“Várias das empresas [da área] que estão lá, estão preocupadas com isso. Começou a alimentar um discurso de ódio contra quem pesquisa vacina nos EUA, contra quem pesquisa a vacina mais avançada hoje, a chamada plataforma de RNA mensageiro, que salvou muita gente durante a pandemia de Covid-19 e irá salvar muito a humanidade ao longo dos anos”.

Corte de recursos
Documentos obtidos pelo The New York Times revelaram que o governo Trump pretende encerrar o apoio financeiro à organização Aliança Mundial para Vacians (Gavi), responsável por fornecer vacinas para países em desenvolvimento.
A Gavi é uma parceria público-privada, sediada em Genebra. Nas redes sociais, a organização escreveu que o apoio dos EUA é “vital” para o funcionamento da instituição.
No final do mês passado, Peter Marks, chefe do departamento da Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA na sigla em inglês), principal regulador de vacinas do país e um dos arquitetos do programa dos EUA para o desenvolvimentos de vacinas contra o coronavírus, renunciou do cargo.
Na carta de renúncia, Marks disse que “a verdade e transparência” não são desejadas pelo Secretariado.
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