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• “Parecia o inferno” relata morador que ajudou a evitar destruição de vários ônibus em BH

O cenário de destruição provocado pelo incêndio que consumiu cerca de 27 ônibus no bairro Dom Cabral, na região Noroeste de Belo Horizonte, neste domingo (7/6), mobilizou não apenas as forças de segurança, mas também moradores da região. Diante das chamas que avançavam rapidamente, vizinhos decidiram agir por conta própria para tentar salvar os veículos estacionados no pátio.

Um dos voluntários Maike Cerqueira Melo, de 29 anos. Ele mora a cerca de 800 metros da garagem e estava fazendo um churrasco com a família quando percebeu a imensa coluna de fumaça preta cortando o céu. Preocupado, ele correu até o local e se deparou com uma situação crítica.

“Foi um caos, parecia o inferno. Nunca vi tanto ônibus queimando junto”, relatou Maike, impressionado com a proporção do fogo.

Apesar do calor e da fumaça, Maike se prontificou a retirar alguns veículos do pátio – conseguindo salvar 4 ônibus. “Um deles estava com a frente derretida, de tão quente que estava.”

Investigações

A suspeita de um incêndio criminoso é uma das linhas de investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). 

De acordo com o tenente Bruno César Mendes Fonseca, do 3° Batalhão dos Bombeiros, o foco inicial foi em um lote vago que fica logo atrás do pátio da empresa.

“Muitos usuários de drogas e pessoas em situação de rua frequentam o lote vago atrás do pátio, e pode ser que essa seja a explicação para o início do fogo”, disse ele.

No momento do incêndio, três funcionários — um segurança, um mecânico e um eletricista — estavam trabalhando na garagem localizada na Praça Edgar da Mata Machado. Segundo o relato deles, o fogo saiu da mata. A fumaça preta e densa tomou o céu de BH e pôde ser vista de diversos pontos da capital e até de Contagem, na Região Metropolitana.

A operação mobilizou 25 bombeiros. “Foi um trabalho difícil, nossa prioridade era fazer com que o fogo não se alastrasse para os prédios vizinhos e nem atingisse o posto de combustíveis que fica dentro do pátio”, explicou Fonseca.

O fogo já foi controlado, e os militares seguem no local trabalhando no rescaldo.

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