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• Petistas querem governo melhor divulgado e mais combativo após queda recorde na popularidade de Lula

A pesquisa Datafolha, divulgada na última sexta-feira (14) e que apontou um derretimento na aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acendeu um alerta dentro do Partido dos Trabalhadores. A queda de 11 pontos percentuais em apenas dois meses, conforme revelado pela pesquisa, mostrou que Lula tem perdido força em todos os segmentos de eleitores, inclusive entre aqueles que sempre formaram sua base sólida de apoio, como pessoas de baixa renda, mulheres, negros e, sobretudo, eleitores do Nordeste do país.

Para as lideranças do PT, a queda na popularidade do presidente reflete uma conjunção de fatores já conhecidos: os péssimos índices da economia, como a inflação nos preços dos alimentos e a alta na taxa de juros, aliados a especulações que valorizaram o dólar frente ao real e à onda de notícias falsas envolvendo uma suposta taxação das transações via Pix.

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Com base nessa análise, a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), avalia que a solução em curto prazo está na melhor divulgação de medidas já anunciadas pelo presidente.

“Agora temos que virar esta página, cuidando dos problemas reais do nosso povo, especialmente do preço dos alimentos, como determinou o presidente Lula. Implantar o programa da distribuição de gás, a isenção do IR até R$ 5 mil, as novas linhas de crédito acessíveis para a população, que Lula já anunciou, e continuar ajudando quem mais precisa, como aconteceu com a Farmácia Popular, que agora entrega de graça todos os medicamentos da lista”, avaliou em uma publicação nas redes sociais.

Já o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), que aponta as mesmas razões para a queda de popularidade, acredita que as recentes mudanças na estrutura de comunicação do governo podem ser a chave para mudar o cenário.

“Estamos reestruturando a comunicação para garantir que a verdade chegue de forma mais clara à população. O foco do governo continua sendo resolver os problemas reais dos brasileiros, como o preço dos alimentos e a geração de empregos”, disse em outra publicação.

“Agora temos que virar esta página, cuidando dos problemas reais do nosso povo, especialmente do preço dos alimentos, como determinou o presidente Lula. Implantar o programa da distribuição de gás, a isenção do IR até R$ 5 mil, as novas linhas de crédito acessíveis para a população, que Lula já anunciou, e continuar ajudando quem mais precisa, como aconteceu com a Farmácia Popular, que agora entrega de graça todos os medicamentos da lista”, avaliou em uma publicação nas redes sociais.

Já o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), que aponta as mesmas razões para a queda de popularidade, acredita que as recentes mudanças na estrutura de comunicação do governo podem ser a chave para mudar o cenário.

“Estamos reestruturando a comunicação para garantir que a verdade chegue de forma mais clara à população. O foco do governo continua sendo resolver os problemas reais dos brasileiros, como o preço dos alimentos e a geração de empregos”, disse em outra publicação.

“Agora é preciso que coloquemos no processo de avaliação a necessidade de um combate mais ferrenho contra as fake news e contra a extrema direita aqui no Brasil. E nós teremos, provavelmente ainda esta semana – antes do Carnaval, no máximo – a denúncia referente à tentativa de golpe da extrema direita, chefiada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Esse será um momento de intensa disputa política, no qual precisaremos mostrar o lado da democracia contra o autoritarismo”, disse.

Números da pesquisa

A pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira (14) aponta que 24% dos eleitores brasileiros aprovam o governo do presidente Lula (PT) e que 41% o reprovariam. Dos entrevistados, 32% avaliam o governo como regular e 2% não souberam ou não responderam.

Segundo o Datafolha, esse é o pior nível de aprovação em todos os três mandatos do presidente Lula, sendo a reprovação também recorde.

O levantamento ouviu 2.007 eleitores de 113 cidades entre segunda-feira (10) e terça-feira (11), com uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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