Seja bem vindo, hoje é 10 de março de 2026

Parceiros do Rede Repórter

• Presidente de sindicato fica em silêncio na CPI do INSS; Carlos Viana mira irmão de Lula

BRASÍLIA – O presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), Milton Baptista de Souza Filho, permaneceu em silêncio durante seu depoimento à CPMI do INSS, nesta quinta-feira (9/10).

Milton negou irregularidades e optou por exercer o seu direito de calar, garantido por habeas corpus do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), medida que foi alvo de críticas da cúpula da comissão.

O investigado afirmou que, inicialmente, pretendia esclarecer os fatos, mas desistiu após, segundo ele, ter a casa arrombada por agentes da Polícia Federal nesta manhã. Milton declarou não ter “condições psicológicas” de responder às perguntas dos integrantes do colegiado.

Assim como o sindicato que preside, Milton foi alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta quinta-feira. A ação é um desdobramento das investigações sobre um esquema de descontos fraudulentos em benefícios do INSS.

O Sindnapi seria um dos destinatários de descontos associativos indevidos, debitados nas folhas de aposentados e pensionistas. O sindicato tem recebido atenção da CPMI, porque a oposição explora o fato de Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocupar a vice-presidência da entidade.

Convocação do irmão de Lula

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que pretende pautar, na próxima quinta-feira (16), o requerimento de convocação de Frei Chico. Para ele, a convocação é “urgente”.

“Eu entendo que é urgente que nós coloquemos em votação a convocação do chamado Frei Chico, irmão do presidente Lula, para que ele possa, inclusive, esclarecer os pontos que foram colocados ali e qual a participação, especialmente, nas decisões que foram tomadas”, disse Viana.

Embora seja alvo de diversos requerimentos da oposição, o irmão de Lula ainda não teve a convocação aprovada. A CPMI decidiu concentrar as oitivas iniciais em autoridades e dirigentes das entidades envolvidas.

O Tempo

Parceiros do Rede Repórter