Seja bem vindo, hoje é 19 de março de 2026

Parceiros do Rede Repórter

• Protetora de 100 cães e gatos faz protesto contra ordem de despejo

Uma protetora de mais de 100 cães e gatos, faz um protesto na manhã desta quarta-feira (3/1) por causa de uma ordem de despejo de um imóvel pelo Poder Judiciário de Minas Gerais. A propriedade fica na rua Juarez Teixeira Pinto no bairro Betânia, região Oeste de Belo Horizonte.

Quem conta a história é a veterinária, Tainá Castro, que mora no local com a mãe e filha, além de cuidar dos animais 24 horas por dia. “Estamos sendo injustiçadas. Julgaram nosso caso errado, ele devia ter sido julgado como federal e foi estadual. O terreno que temos hoje pertence à União e o Estado quer dar ele para uma pessoa particular”, afirma.

No terreno, a veterinária cuida de mais de 100 cães e gatos resgatados da rua. “Todos eles são castrados, microchipados e depois são encaminhados para adoção responsável. Tem animais que fazem fisioterapia e outros tomam remédio controlado. Eles não podem ir para rua”, conta.

Ires Rezende, que também trabalha com a veterinária, ajudando a cuidar dos animais, diz que Tainá foi enganada ao comprar o terreno onde mora desde 2019. “A área pertence ao DNIT, mas uma pessoa que se disse proprietária – e que já foi indenizada pelo DNIT há mais de 30 anos, entrou com uma acusação para tentar nos despejar e, mesmo com as provas em cartório de que ele não é mais o proprietário, o juiz deu causa ganha para ele”, denuncia.

Ela diz que o homem que ajuizou o pedido da ordem de despejo, ainda continua se comportando como dono do local. “Ele quer o lugar para um estacionamento de carreta, isso dá muito dinheiro para ele. O Supremo Tribunal Federal é que tem que julgar a causa, o Estado não tem poder para fazer isso”, afirma.

Tainá disse ainda que suas provas não foram analisadas e que o caso não passou por um juiz federal que, segundo ela, é quem poderia atuar em relação ao patrimônio público. “Não temos para onde ir com os animais”, diz.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e Poder Judiciário de Minas Gerais foram procuradas pela Reportagem, que aguarda.

Parceiros do Rede Repórter