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• Sargento suspeito de matar capitã da PM em BH é colocado em regime mais rigoroso

O sargento da Polícia Militar de Minas Gerais Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, suspeito de matar a capitã Michele Leão Azevedo, de 41, em Belo Horizonte, será submetido ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). A decisão determina a inclusão imediata do militar no regime de custódia mais rigoroso.

Segundo informações apuradas pela Itatiaia, a mudança foi determinada diante de riscos relacionados à segurança da custódia, à investigação e à produção de provas. A decisão também estabelece controle rigoroso e individualizado das visitas e dos contatos externos do sargento. As visitas comuns deverão ser gravadas conforme as regras do regime.

PM pediu mudança na custódia

A própria Polícia Militar solicitou ao Poder Judiciário a alteração do regime de custódia. De acordo com o coronel Flávio Santiago, diretor de Comunicação da corporação, foram identificados indícios de possível interferência na produção ou preservação de provas.

Como o processo tramita sob sigilo, a PM não informou detalhes sobre quais situações motivaram o pedido. Uma tenente-coronel também foi designada para acompanhar os levantamentos realizados pela corporação.

Sargento foi indiciado por feminicídio

O inquérito da Polícia Civil foi concluído na sexta-feira (21) e encaminhado ao Ministério Público. Eduardo Abner foi indiciado por feminicídio majorado pela morte da capitã Michele Leão. Ele também foi indiciado por outros três crimes relacionados ao caso.

Michele morreu após ser levada pelo companheiro ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, na noite de 20 de julho. A investigação apontou múltiplas lesões no corpo da vítima.

O RDD é uma modalidade de custódia prevista na Lei de Execução Penal e estabelece regras especiais de isolamento e controle de contatos em situações consideradas de maior risco. No caso do sargento, a decisão cita, entre os fundamentos, risco de evasão, segurança da custódia e necessidade de preservar a investigação.

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