Ao menos dois servidores da Prefeitura de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foram presos nesta quinta-feira (25) suspeitos de participação em um esquema de desvio de materiais públicos. Eles foram flagrados descarregando dezenas de caixas de papel sulfite A4 em uma residência no município de Vespasiano, também na Grande BH. O pai do secretário municipal de Saúde, Rodrigo Gazeto, estaria entre os envolvidos investigados.
As prisões ocorreram durante uma operação realizada pela 1ª Delegacia de Polícia Civil do bairro Palmital, em Santa Luzia. Segundo as informações preliminares, os suspeitos foram surpreendidos enquanto descarregavam o material transportado em um caminhão. Aos policiais, eles teriam confirmado que os papéis foram retirados irregularmente do almoxarifado da prefeitura.
O caso ganhou ainda mais repercussão por ocorrer em meio a reclamações de pais de alunos da rede municipal de ensino, que vêm denunciando nas redes sociais a falta de folhas para impressão de atividades escolares destinadas aos estudantes.
O prefeito de Santa Luzia, Paulo Bigodinho, utilizou as redes sociais para comentar o caso e afirmou ter ficado indignado com a situação. Segundo ele, não haverá proteção a servidores envolvidos em irregularidades durante sua gestão.
“Isso é absurdo. A partir de amanhã, servidores serão afastados. Quem tiver que ser exonerado, vai ser exonerado. Mandei investigar para saber como esse material saiu do almoxarifado e quem permitiu que isso acontecesse”, declarou o prefeito.

O chefe do Executivo municipal reconheceu que a administração pública possui grande estrutura, mas classificou o episódio como uma “pouca vergonha”. Ele também ressaltou que não pretende proteger nenhum dos investigados, independentemente de vínculos pessoais ou políticos.
Já o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Gazeto, manifestou-se por meio das redes sociais, afirmando sentir “profundo constrangimento e tristeza” ao ver o próprio pai envolvido em uma investigação policial relacionada ao suposto furto de patrimônio público.
“Como filho, é uma situação extremamente dolorosa. Como homem público, defendo que a investigação seja conduzida com rigor e que haja punição, independentemente de quem seja o responsável”, afirmou o secretário.
A reportagem procurou a Prefeitura de Santa Luzia, o prefeito e a Polícia Civil de Minas Gerais para obter mais informações sobre a investigação e eventuais medidas administrativas, mas, até o momento, não houve retorno oficial.
O caso segue sob investigação para apurar a extensão do suposto esquema, a quantidade de material desviado e a possível participação de outros servidores públicos.






