Foi preso nessa segunda-feira (16) Jefferson Barbosa dos Santos, de 37 anos, suspeito de matar para roubar o diretor artístico e professor de dança Luiz Carlos dos Reis, de 56 anos, no bairro Jardim Alvorada, na Região Noroeste de Belo Horizonte. O homem conhecia a vítima há mais de 10 anos e frequentava a casa dela. Um sobrinho do professor contou que também conhecia o suspeito desde a época da escola.
O crime aconteceu na semana passada. O corpo de Luiz Carlos foi encontrado pelo sobrinho dentro da residência, com uma faca cravada no pescoço.
magens de câmeras de segurança mostram o suspeito deixando o imóvel com uma televisão, um celular e a carteira da vítima. A ausência de sinais de arrombamento levou a Polícia Civil a trabalhar com a hipótese de que o autor seria alguém conhecido, o que foi confirmado durante a investigação.
Segundo a polícia, após o crime, o homem chegou a ser preso por furto. Na audiência de custódia, ele foi liberado com a determinação de uso de tornozeleira eletrônica. Com o avanço das investigações, a equipe do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri) conseguiu um mandado de prisão pelo latrocínio, que foi cumprido enquanto ele aguardava para colocar o equipamento.

Discussão
Durante a prisão, o suspeito confessou o crime e afirmou que houve uma discussão antes do assassinato. Ele disse que aplicou um “mata-leão” na vítima e, em seguida, a atacou com uma faca.
A versão, no entanto, é contestada pela família. “Ele fala que teve discussão, mas isso não faz sentido. Meu tio foi encontrado de bruço. Se tivesse briga, teria barulho, a casa estaria revirada, ele teria se defendido. Nada disso aconteceu”, relatou sobrinho de Luiz Carlos, Marcos Vinícius.
“Se ele deu um mata-leão no meu tio, por que só pegou o que queria e foi embora? Por que precisou finalizar com uma facada? Um cara com mais de 1,80 m… deve ter mais de 100 kg. Em que momento meu tio iria procurar briga com alguém assim?”, acrescentou.
Ele contou que conhecia o suspeito desde a época da escola. “Esse cara foi meu colega no ensino fundamental e no ensino médio. Frequentou a minha casa há mais de 15 anos. Ninguém imaginava que ele seria capaz de fazer uma coisa dessas”, disse.
O sobrinho disse que recebeu a notícia da prisão com sentimentos mistos. “A sensação é de alívio, mas também de muita revolta. Não adianta falar que estava drogado. Ele sabia o que estava fazendo”, completou.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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