Dois homens, ambos de 24 anos, foram presos em flagrante por tráfico de drogas na noite dessa sexta-feira (29/5) em Guanhães, no Vale do Rio Doce. Um deles, que cumpre pena em regime aberto, é apontado como suspeito de tortura em um caso no qual uma vítima teve parte de um dedo mutilada com alicate.
As prisões dessa sexta-feira ocorreram durante operação do Tático Móvel nas proximidades do bairro Alvorada, onde militares se posicionaram em pontos estratégicos para monitorar a venda de drogas. A área é conhecida no meio policial como ponto habitual de tráfico, com diversos registros de ocorrências anteriores.
Durante o monitoramento, equipes observaram os suspeitos realizando a entrega de objetos a outras pessoas na rua e nos escombros de um local chamado de Antiga Muralha. Após abordagem policial, foram encontrados R$ 390 no bolso do primeiro suspeito e R$ 476 na capa do celular do segundo detido.
Na sequência, as equipes retornaram à Antiga Muralha e realizaram varredura nos escombros, onde localizaram crack, maconha e material para embalar drogas escondidos em um tijolo. Um terceiro suspeito, identificado pelo vulgo “Podrinho”, foi visto fugindo pelos telhados de residências vizinhas carregando uma sacola, mas não foi localizado.

Na residência associada aos suspeitos, policiais encontraram mais drogas, além de duas balanças de precisão e dois rádios comunicadores. Ao todo, foram apreendidos 26 pinos de crack, 30 papelotes de cocaína, 7 buchas de maconha e R$ 996,50 em dinheiro.
A ficha criminal do principal detido inclui registros por tráfico de drogas, sequestro e cárcere privado e suspeita de homicídio. O caso mais recente pelo qual responde, junto a “Podrinho”, é o de tortura. Segundo boletim de ocorrência, um homem foi espancado e teve parte do dedo mutilado com um alicate, para aumentar o sofrimento psicológico. O motivo das agressões seria a dívida da vítima com o tráfico.
Os dois presos foram encaminhados ao Hospital Imaculada Conceição para avaliação médica e apresentados à Delegacia de Polícia Civil de Plantão de Guanhães, onde o caso foi registrado por tráfico de drogas e associação para o tráfico.





