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• Traficantes que escondiam drogas em um condomínio e uma ONG são presos em flagrante

Um traficante de 31 anos foi preso na manhã desta sexta-feira (12/9) em flagrante com 70 pinos de cocaína. O homem estava na casa da avó quando foi abordado pelos agentes e não resistiu à prisão. “Ele disse que não tinha droga, mas quando pegamos um casaco dele, caiu 70 pinos de cocaína”, disse o delegado Fernando Tomaz, responsável pelas investigações.

O suspeito já vinha sendo investigado desde maio deste ano, pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), quando foi feita a prisão de dois comparsas. Na ocasião, os traficantes estavam utilizando o residencial Carandiru no Bairro Candelária em Venda Nova, Região Norte de Belo Horizonte, para esconder as drogas.

Os moradores do conjunto, relataram para a PC que eles eram ameaçados caso não colaborassem e escondessem a droga para eles. A cocaína era vendida praticamente na porta do condomínio que fica a cerca de 50 metros de uma escola municipal e um orfanato particular.

Na primeira diligência quando os dois primeiros traficantes foram presos, a polícia tomou conhecimento do tráfico na região, após denúncia anônima de um morador que não aguentava mais o movimento no condomínio. “Eles vendiam à qualquer hora do dia, para os moradores e para estudantes da escola pública que fica em frente”, disse Tomaz. A partir dessa primeira investida da PC, a quadrilha substituiu o condomínio pelo terreno de uma Organização Não Governamental (ONG), vizinha ao conjunto de prédios.

O delegado responsável pelo caso, disse que, em depoimento o zelador da ONG, um homem de 60 anos, confessou que recebia uma ajuda de custo para esconder a droga. “Foi ele que nos levou no terreno, com muito mato, de difícil acesso”, disse Tomaz. No local foram encontrados 600 pinos contendo cocaína.

O delegado explicou ainda que cerca de 1.000 pinos da droga foram vendidos no feriado nacional. “Era a “cocaína da Independência”, os ependorf’s estão nas cores da bandeira do Brasil”, explicou o delegado após relatar que os traficantes conseguiram lucrar cerca de R$ 20 mil com as vendas somente no feriado. “O prejuízo que nós demos para eles hoje foi de R$13 mil com a apreensão dos 670 pinos”, concluiu Tomaz.

O porteiro da ONG e o traficante foram levados para a delegacia juntamente com a cocaína apreendida,  cinco celulares, uma máquina de cartão, uma arma de brinquedo utilizada para amedrontar os moradores do condomínio e o porteiro, além de anotações de contabilidade do tráfico.

O Tempo

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