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• Vale é autorizada a retomar operação da Mina de Fábrica em Ouro Preto

A Vale recebeu autorização do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para retomar parcialmente as operações da Mina de Fábrica, em Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (24).

A unidade, produtora de minério de ferro, estava com as atividades suspensas desde 6 de fevereiro, após um vazamento registrado em 25 de janeiro de 2026.

A retomada foi autorizada por meio de um termo de compromisso firmado entre a mineradora, o Ministério Público de Minas Gerais e o governo estadual. Segundo a Vale, as atividades deverão seguir as exigências de segurança, controle ambiental, licenças e autorizações aplicáveis.

A empresa informou que a retomada parcial não altera as projeções de produção vigentes.

Vazamento atingiu cursos d’água

O vazamento ocorrido em janeiro provocou o extravasamento de aproximadamente 263 mil metros cúbicos de água turva e sedimentos, volume equivalente a cerca de 105 piscinas olímpicas.

Segundo o Ministério Público, o material atingiu cursos d’água que alimentam o rio Paraopeba, provocando assoreamento de córregos e danos à vegetação. O episódio também afetou uma área da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e alcançou o rio Goiabeiras, que atravessa parte da área urbana de Ouro Preto.

O Ministério Público apontou falhas no sistema de drenagem da estrutura.

Vale foi multada após vazamentos

No fim de janeiro, o governo de Minas Gerais aplicou uma multa de R$ 1,7 milhão à Vale em razão do vazamento na Mina de Fábrica e de outra ocorrência registrada em 26 de janeiro, na Mina de Viga, em Congonhas.

Na ocasião, a mineradora afirmou que não houve feridos nem impactos sobre as comunidades do entorno. A Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que os vazamentos não comprometeram as estruturas das barragens.

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