A aprendizagem não se limita aos conteúdos apresentados dentro da escola. Em São Gonçalo do Rio Abaixo, estudantes da rede municipal de ensino participam de viagens e visitas pedagógicas que ampliam o contato com a história, a ciência, a cultura e o meio ambiente.
A proposta é utilizar espaços externos como extensão da sala de aula. Museus, universidades, cidades históricas e áreas ambientais passam a integrar o processo educativo, permitindo que os estudantes tenham contato direto com conhecimentos que, muitas vezes, são apresentados inicialmente por meio de livros e outros materiais didáticos.
Entre as experiências realizadas estão atividades com alunos da Escola Municipal Manoel Gonçalves, que visitaram a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Museu do Escravo, em Belo Vale, e a cidade histórica de Ouro Preto.
A visita ao Museu do Escravo teve relação direta com o conteúdo estudado pelos estudantes do 7º ano. O espaço possibilitou aprofundar as discussões sobre a escravidão no Brasil Colonial a partir do contato com objetos, documentos, relatos e outros elementos relacionados à memória da população africana escravizada.

A secretária municipal de Educação, Lucinda Imaculada de Barcelos Santos, destaca que esse tipo de atividade permite ampliar a compreensão dos conteúdos escolares.
“O turismo pedagógico proporciona ao estudante uma experiência que vai além do conteúdo apresentado em sala de aula. Ao conhecer espaços históricos, culturais, científicos e ambientais, ele consegue relacionar a teoria com aquilo que observa e vivencia, tornando a aprendizagem mais significativa.”
Experiências em Ouro Preto e na UFMG
O patrimônio histórico mineiro também fez parte da programação de estudantes das escolas municipais de Tempo Integral Centro e Pacas. As turmas participaram de atividades em Ouro Preto, onde tiveram contato com elementos da história e da cultura de Minas Gerais.
Outra frente de atividades envolveu estudantes do Cesgra, que fizeram duas viagens à UFMG. As visitas tiveram como objetivo aproximar os alunos do ambiente universitário e de áreas relacionadas à ciência e à cultura.
Durante a programação, os estudantes conheceram o Museu de Ciências Morfológicas, o Museu da Matemática e a Estação Ecológica. As atividades permitiram estabelecer relações entre os conteúdos estudados na escola e experiências práticas nas áreas de Biologia, Ciências e Matemática.

Educação ambiental também faz parte da proposta
Na Escola Municipal de Tempo Integral Vargem Alegre, as atividades externas incluem experiências relacionadas ao conhecimento histórico e à educação ambiental.
Segundo a diretora da unidade, Jaira Heringer, o contato direto com reservas e outros espaços ambientais ajuda os estudantes a ampliar a compreensão de temas trabalhados no cotidiano escolar.
“A visita pedagógica a reservas e espaços ambientais favorecem a compreensão sobre biodiversidade, fauna, habitats e ecossistemas”, destaca.
A proposta do turismo pedagógico é transformar conceitos estudados em sala em experiências concretas. Ao conhecer diferentes espaços e realidades, os estudantes podem observar na prática aspectos relacionados aos conteúdos curriculares e desenvolver novas formas de compreender aquilo que é trabalhado pelos professores.
Para a rede municipal, as viagens e visitas funcionam, portanto, como ferramentas complementares ao ensino, associando conhecimento e vivência. As atividades também estimulam a curiosidade e ampliam o contato dos alunos com o patrimônio histórico, a ciência, a cultura e o meio ambiente.




