A vítima procurou a polícia para denunciar e disse que saiu com um casal de amigos para o evento, onde conheceu o suspeito. Inicialmente, apesar de ela ter recusado as investidas do político, ela o beijou, mas voltou a aproveitar a festa sem ter mais contato com ele.
A vítima contou à polícia que fez uso de bebida alcoólica e drogas e, por estar exausta, dormiu no sofá da casa, momento que o suspeito disse para ela ir descansar em um quarto. Após deixá-la no espaço, o homem saiu e fechou a porta.
Na manhã de domingo, a vítima disse que acordou sem a calcinha e com o suspeito acariciando as partes íntimas dela.
Ela entrou em choque e perguntou o que estava acontecendo e, neste momento, ele se afastou e disse que estava havendo uma química entre eles e que ela estava consentindo.
Ele ainda teria perguntado se ela estava bem, ofereceu um copo d’água e disse que sairia do quarto e ela não seria mais incomodada.
Após o fato, a vítima falou que pegou os pertences pessoais e saiu do evento com o casal de amigos. Ao ser deixada em Contagem, na Grande BH, próximo a residência deles, pegou um carro por aplicativo e se deslocou até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ibirité.

A vítima não soube dizer o endereço dos amigos. Em contato com o endereço informado pela vítima, foi feito levantamento, contudo, na casa não havia moradores e o suspeito não foi localizado.
Policiais militares de Ibirité continuaram as buscas e conseguiram encontrar o suspeito, que foi levado para a delegacia de Nova Lima. Depois de medicada, a vítima foi liberada da UPA e também encaminhada à polícia.
Em nota, a Polícia Civil informou que o suspeito foi ouvido e liberado por “falta de elementos que fundamentassem” a prisão em flagrante. As investigações seguem em andamento pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Nova Lima.
Já a Prefeitura de Mariana informou, também em nota, que “acompanha os fatos noticiados”, mas que as acusações são relacionadas à conduta privada do vice-prefeito e que serão investigadas pelas autoridades competentes. O município lamentou o ocorrido.
Em nota, o advogado de Vilas Boas, André Dolabela, disse os fatos são inverídicos e que “após constatar inúmeras contradições e incoerências no depoimento isolado da acusadora, a Delegada de Polícia providenciou pela imediata liberação de Cristiano”.
Dolabela ressaltou a inocência de Vilas Boas e falou que está empreendendo esforços para contestar irresponsabilidades e para esclarecer a verdade.
G 1




